Drs. Daniel Sigulem e Nestor Schor


O que a decisão pessoal de Angelina Jolie nos diz sobre a medicina personalizada.

28/03/2015 15:13
“Um simples exame de sangue revelou que eu carregava uma mutação no gene BRCA1. Isso me dava uma estimativa de risco de 87 por cento para o câncer de mama e de 50 por cento para o câncer de ovário. Perdi minha mãe, avó e tia para o câncer”. 
 
Trecho da declaração da Angelina Jolie publicado no The New York Times de 24 de março de 2015 - https://www.nytimes.com/2015/03/24/opinion/angelina-jolie-pitt-diary-of-a-surgery.html?_r=2
 
Os rápidos avanços da oncogenética trazem novas e importantes informações sobre as nossas doenças, mas, nem tudo é positivo. Várias dúvidas recaem sobre o paciente e vários desafios sobre a tomada decisão médica.
 
As alterações nos genes BRCA1 e BRCA2 aumentam o risco do câncer de mama, o mais prevalente entre as mulheres, e do câncer de ovário. Os dois genes são responsáveis por codificar proteínas de supressão tumoral, que previnem o crescimento e a proliferação de células cancerosas. Quando a mulher tem essa mutação, o risco de desenvolver câncer de mama aumenta de 40% a 80% e o de ovário de 15% e 40%.
 
Em função de um resultado positivo, é para o médico uma decisão muito difícil a recomendação de uma mastectomia (remoção da mama) ou oforectomia (remoção dos ovários) preventivas. Da mesma forma, é muito difícil a decisão do paciente, que em função do seu grau cultural e emocional, pode ser mais dolorosa ainda.

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